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Nelson
Sou um apaixonado por estes seres, costumo ate dizer,que são os meus bebes...Mas a paixão comecou por causa do meu pai,quando eu era mais novo levou-me a uma exposicão de pássaros e foi ai que conheci os Glosters de tantos pássaros que estavam lá eu só tive olhos para eles...O meu Pai nessa altura comprou uns passarinhos outros um amigo nosso que se chama Celso nos ofereceu e foi assim que comecei a criar...Em 2001 desisti por motivos pessoais mas a paixão e tanta que depois de 9 anos sem criar tive de voltar...e aqui estou eu comecei o ano passado e estou super contente,com os meus bebes...Espero que gostem do blog...
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Técnica Para Lavar Pássaros

Permitir um banho regular, durante todo o ano aos pássaros de gaiola e de viveiros, é uma norma que deve cumprir um bom criador. Necessita-se de fornecer condições para que todos os pássaros criados possam efectuar os seus banhos diários, existem banheiras apropriadas, as quais devem ser bem limpas e desinfectadas com soluções aquosas de sais quaternários de amónio. Deve-se observar preventivamente a não utilização de substâncias ADERENTES no líquido do banho, ou seja, substâncias que venham juntar-se para favorecer a adesão às paredes, gaiolas etc; estes ADERENTES são danosos aos pássaros porque cobrem a plumagem com uma "película" e são irritantes aos olhos.

Os produtos contendo sais quaternários de amônio devem ser utilizados nas dosagens indicadas pelos produtores (normalmente 1 colher de café para 1 litro de água de banho: para acção desinfectante e antimicótica usa-se 1 colher das de sobremesa por litro de água e esta dosagem é contra-indicada para banho ou limpeza dos pássaros.

Os pássaros gostam de banhar-se diariamente também durante o outono e o inverno, em água tépida, canários de cor e canários de todas as raças e todos os indígenas, a maioria dos exóticos, se saudáveis e bem alojados aceitam muito bem o banho diário ou em dias alternados. Entretanto, as raças delicadas, algumas espécies de exóticos granívoros e insectívoros podem banhar-se em intervalos mais longos, em ambientes secos, totalmente sem correntes de ar, com água ligeiramente morna (sobretudo para os Giber Itálicos e o Giboso Espanhol, que não tem penas em certas partes do corpo) nas estações mais frias do ano. Para alguns pássaros, mesmo oferecendo-se banheiras com água, há uma recusa de imergirem na água; isto é normal para certas espécies como Melopsittacus undulatus que preferem que esfreguem as penas contra verduras molhadas. Para estes últimos não resta outra alternativa senão efectuar-se uma boa borrifação, sem exageros, através de alguns borrifos que são adquiridos em floricultura; dissolve-se uma colher das de café de sais quaternários de amónio para cada litro de água.

É óbvio que a gaiola contendo os pássaros que tomam banho (através da banheira ou da borrifação) deve ser bem limpa, pois de outro modo a plumagem sujaria-se e isto é um facto negativo, sobretudo para os pássaros que devem ir a concurso ou exposição. O fundo da gaiola ou a bandeja deve ser coberto por papel limpo do tipo absorvente e os arames devem ser bem zincados e esmaltados (a ferrugem suja a plumagem). Os únicos períodos nos quais convém evitar a borrifação são: durante o período de reprodução (a borrifação pode espantar a fêmea que pode interromper o choco ou a alimentação dos filhotes, ou descondicionar excessivamente os reprodutores, notoriamente mais ansiosos e medrosos que podem, em casos extremos, parar o ciclo reprodutivo devido ao descondicionamento hormonal; esta última situação é mais frequente nas espécies silvestres ou ainda não bem adaptadas à vida no estado de cativeiro) e durante o período da muda, pelo perigo de resfriamento.

Banhos ou borrifações devem ser feitos sempre antes das 15 horas para evitar que os pássaros durmam molhados ou húmidos.

Como lavar os pássaros que serão expostos em concurso ou exposição:

A lavagem das penas constitui um trabalho um tanto quanto delicado, porque o corpo do pássaro é muito sensível a cada tipo de manuseio e, em cada caso, não deve tê-los muito apertados na mão. Lembremo-nos que sempre que pegamos um pássaro na mão, ele sofre um stress mais ou menos sério. Portanto a “lavagem manual” é uma operação que se faz somente para espécies ou raças mais domesticadas ou mais letárgicas (muitas raças de canários de forma, postura e frisados habituados ao contacto humano etc.); embora para os canários de cor e raças, sejam indígenas ou exóticas, aconselha-se evitar a captura difícil e o trabalhoso banho a mão; muito melhor oferecer-se a banheira ou borrifar-se.

Como se subdividem os canários de acordo com a plumagem:

CANÁRIOS que devem ter a PLUMAGEM ADERENTE.

CANÁRIOS que devem ter a PLUMAGEM VAPOROSA.

Esta subdivisão, orientativa para os criadores, torna-se necessária para a metodologia da “lavagem manual” a ser descritiva porque certos ingredientes do banho favorecem ou a uma plumagem aderente e sedosa ou uma plumagem fofa e luzente. Assim, por exemplo, um SCOTCH não pode ser lavado com um ingrediente que favoreça a fofura nem, pelo contrário, um NORWICH pode ser lavado com um ingrediente que torna a plumagem aderente. O criador que pela primeira vez prepara a “lavagem manual” dos próprios pássaros, deve antes praticar lavando outros pássaros que não irão para o concurso ou exposição. Desta forma, se os primeiros resultados da lavagem não forem satisfatórios (devido a eventuais erros na “técnica do banho”) pode-se pesquisar as causas negativas que provocaram o resultado negativo.

Lembrar-se sempre que um pássaro lavado recentemente pode manchar facilmente a própria plumagem (daí a necessidade de aloja-los em lugares bem limpos e com arames sem ferrugem).

Preparos e utensílios:

Quando se prepara os pássaros que devem ser expostos, o criador não só deverá preventivamente treinar-lhes a exibirem-se sem temor, mas como também deverá certificar-se que a plumagem seja imaculada, sem penas sujas especialmente em volta do pescoço e na cauda, partes da plumagem que se sujam mais facilmente. Normalmente a “lavagem manual” é feita uma semana antes do dia do concurso ou exposição. Para lavar os pássaros deve-se preventivamente munir-se dos seguintes preparos:

- 3 ou 4 recipientes de ½ litro de água, mas o ideal seria em água corrente em filete e morna se possível;

- Um shampoo neutro para criança, tipo que não irrite os olhos (ex: “Johnson”);

- Uma garrafa de vinagre de maçã de boa qualidade;

- Um recipiente contendo glicerina;

- Um pincel de barba de pêlos muito fofo ( melhor dois pincéis) e uma escova de dentes macia em forma de triângulo, para lavar a cabeça;

- Um recipiente contendo sabão neutro de boa qualidade;

- Papel toalha bem absorvente;

- Uma esponja natural, muito macia (não de plástico);

- Alguns cotonetes (dos utilizados para limpeza de ouvidos humanos).

- Além disso é necessário secar-se a plumagem e para tanto pode-se usar:

- Uma fonte de calor (observar para não haver alterações quanto a oxigenação);

- Ou um local (diferente do de criação) bem quente, com temperatura acima de 23ºC.

Deve-se ter PRECISÃO, PROTEÇÃO e DELICADEZA. Com estes “ingredientes”, uma boa prática conferirá gradualmente aquela experiência que permitirá lavar, em uma hora, uma dúzia de pássaros para concurso ou exposição.

Procedimento:

Um local quente (bem fechado, para evitar qualquer perigo de corrente de ar) pode conter um número elevado de pássaros molhados. É necessário evitar-se uma secagem muito rápida, ou seja, um calor excessivo que facilitaria uma plumagem desarrumada e antiestética que podem perdurar por várias semanas: ao contrário, uma secagem muito lenta (gaiola muito distante da fonte de calor) coloca em perigo o pássaro que, pela queda de temperatura pode ser acometido de todas as complicações que se pode facilmente imaginar.

Os canhotos seguram o pássaro com a mão direita; a maioria dos destros, seguram com a mão esquerda, delicadamente, mantendo o polegar e o indicador em volta do pescoço, sobre o ombro, no sentido de evitar que a cabeça possa sair, com consequente fuga.

No primeiro recipiente coloca-se água morna com um pouco de shampoo; emerge-se o pincel de barba ou escova de dente e, delicadamente, manejando o pássaro na mão, se esfrega toda a plumagem sempre na direcção cabeça-cauda (ou seja, na direção da pena e NUNCA ao contrário). Pode-se também lavar em água morna e corrente, saindo apenas um filete é mais rápido e higiénico. Com um bastonete, embebido em água com shampoo, limpa-se a cabeça, face e pescoço do pássaro, tendo-se cuidado para que a água não atinja o bico ou os olhos (mesmo um baby-shampoo irrita os delicados olhos dos pássaros). Colocar bem a cauda na água com shampoo e lavar, junto as asas mantidas abertas, com o pincel de barba ou escova de dente macia.

Primeiramente lava-se a cabeça, a nuca, depois o dorso, os ombros, as asas (as asas são abertas e colocadas entre o indicador e o polegar da mão esquerda ou da direita quando se é canhoto e, com a outra mão, através do pincel de barbear, lavam-se as asas, sobretudo nas extremidades onde há mais sujeiras), o uropígio e a cauda. Depois, delicadamente, põe-se o pássaro com o ventre para cima e, sempre seguindo a direcção da plumagem (cabeça-cauda), são lavadas as partes inferiores, começando pela face, pescoço, peito, abdómen, subcauda e a raiz da parte inferior da cauda. Porém, para os exemplares mais irrequietos, deve-se lavar inicialmente o corpo, deixando-se por último a cabeça; deste modo o pássaro ficará mais tranquilo e não se debaterá durante a lavagem da cabeça. Nenhum pássaro gosta de ser colocado de “barriga pra cima” e, sobretudo os mais irrequietos, debatendo-se, podem fugir da mão; porém é possível controlar-se seus movimentos colocando-se o polegar e o indicador (formando um pequeno anel) entre a cabeça e o ombro, controlando o seu fechamento para evitar a saída da cabeça.

Como lavar a cabeça e o topete:

Nos exemplares com topete (tipo GLOSTER CORONA, CREST etc.) arruma-se delicadamente as penas, a partir do centro do topete (“coroa”) ajustando-as e, com a extremidade do bastonete embebido em água e shampoo, esfregar na direção da pena, estando muito atento para não arrancar nenhuma pena durante a operação. A esta altura, passando-se delicadamente um dedo da mão sobre a plumagem molhada, sempre em direção da cabeça-cauda, faz-se escorrer a maior quantidade de água e shampoo. O pincel de barbear, em um recipiente contendo água pura colocada à parte, é bem lavado e espremido; depois passa-se sobre sabão neutro e depois é molhado; depois repassa-se sobre toda sobre toda a plumagem do corpo do pássaro do mesmo modo já descrito. Se o pássaro não estava muito sujo, a utilização de sabão neutro pode ser evitada.

O reenxaguo:

Após o ensaboamento deve-se fazer o reenxaguo do pássaro. Esta operação é importante na lavagem com shampoo, porque cada traço de sabão deve ser removido para se obter um perfeito resultado final. No segundo recipiente, contendo água pura morna, imerge-se todo o corpo do pássaro (obviamente com excepção da cabeça); abrem-se as asas e a cauda; através da outra mão recolhe-se água pura e lava-se delicadamente o pássaro.

No terceiro recipiente é colocada água morna, na qual é adicionada: ou uma colher das de café de GLICERINA; ou uma colher das de café de um bom VINAGRE de maçã ou uva. A GLICERINA favorece a formação de uma plumagem elástica, muito macia, sedosa, vaporosa e mais cheia e é, assim, indicada para aqueles pássaros que devem exibir este tipo de plumagem (ex: NORWICH, GLOSTER, FRISADOS etc). Pode-se juntar à glicerina algumas gotas de limão que neutralizam traços de sabão. O VINAGRE, ao contrário, favorece uma plumagem brilhante e aderente; de tal modo é indicado para exemplares cujo standard prevê este tipo de plumagem (ex: SCOTCH, BOSSU, HOSO, PERIQUITOS ONDULADOS, espécies indígenas e exóticas de “tipo silvestre” etc.). Utiliza-se uma colher de glicerina (com 20 gotas de limão) ou de vinagre para cada litro de água.

Antes de soltar o canário na gaiola de secagem enxugue-o bem e depois deixe-o por alguns minutos enrolado na toalha para que esta absorva alguma parte da água das penas.

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