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Sou um apaixonado por estes seres, costumo ate dizer,que são os meus bebes...Mas a paixão comecou por causa do meu pai,quando eu era mais novo levou-me a uma exposicão de pássaros e foi ai que conheci os Glosters de tantos pássaros que estavam lá eu só tive olhos para eles...O meu Pai nessa altura comprou uns passarinhos outros um amigo nosso que se chama Celso nos ofereceu e foi assim que comecei a criar...Em 2001 desisti por motivos pessoais mas a paixão e tanta que depois de 9 anos sem criar tive de voltar...e aqui estou eu comecei o ano passado e estou super contente,com os meus bebes...Espero que gostem do blog...
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PostHeaderIcon NOVIDADES A RESPEITO DA SÍNDROME DO PEITO SECO

NOVIDADES A RESPEITO DA SÍNDROME DO PEITO SECO
Profa. Dra Karin Werther
Departamento de Patologia Veterinária
Revista ACCJ 2001
Arquivo editado em 09/05/2004

É muito freqüente ouvir falar entre os criadores de canários, bicudos, curiós, periquitos australianos e gapornis do “Mal do Peito Seco” ou “Doença do Facão”. Os criadores observam que as aves apesar de se alimentarem bem, vão emagrecendo progressivamente. Ao pagar a ave observa-se um “peito seco”, com pouca usculatura e a quilha do esterno bem saliente. As fezes podem mudar de cor e de consistência. Dentro de pouco tempo o animal não fica mais no poleiro, se mantém “encorujado” no canto da gaiola e chega a morrer.
As causas do “peito seco” ainda estão sendo estudadas pois várias doenças apresentam uma sintomatologia semelhante, como por exemplo coccidiose, verminose, infecções ou megabactérias. O tratamento deverá ser específico e ser realizado somente após um diagnóstico correto.
Muitos criadores tem o hábito de usar vários medicamentos nacionais ou importados de forma indiscriminada sem conhecer a função do medicamento nem a doença existente no plantel. Este hábito além de mascarar a doença, pode induzir a resistência dos microorganismos a diversos medicamentos, que não serão mais eficientes, dificultando o trabalho do médico veterinário. Vários remédios são contra-indicados em algumas espécies de aves e devem sempre serem utilizados em dosagens adequadas. Uma dose superior poderá intoxicar o animal e até levar a morte. Por outro lado uma dose inferior a recomendada poderá não fazer efeito desejado, ou até piorar o quadro do animal.
No mercado atualmente existem alguns remédios que são vendidos com a finalidade de combater o “Mal do Peito Seco”, porém nem sempre funcionam, pois inicialmente precisa-se descobrir a etiologia que está afetando esta ave. Só deve utilizar medicamentos sob orientação de um médico veterinário especializado.
Há aproximadamente 12 anos a Profa Karin (docente do Departamento de Patologia Veterinária da UNESP) tem dedicado mais tempo ao estudo desta importante doença. Para poder realizar esta pesquisa tem contato com a indispensável ajuda e apoio de vários criadores de Jaboticabal e também da região, que gentilmente doaram e encaminharam aves doentes ou que vieram a óbito com os sintomas da “doença do peito seco”. Só com estas colaborações foi possível estudar as alterações que a doença causa no animal vivo, testar técnicas de diagnósticos e estudar remédios para tratar os animais. Já nos animais mortos pode-se estudar as lesões e diagnosticar os agentes envolvidos e responsáveis pelas lesões.
Um total de 31 aves com sintomatologia de “peito seco” foram doadas para estudo. Nas necropsias verificou-se a causa da morte. Em alguns casos observou-se apenas uma doença, em outros casos diagnosticou-se duas ou mais doenças atuando concomitantemente.

DIAGNÓSTICO DA CAUSA MORTIS NÚMERO DE AVES ACOMETIDAS PROCENTAGEM(%)
Megabactérias 7 22,6
Nematóides gástricos 3 9,7
Coccidiose 5 16,1
Megabactérias associadas a leveduras 1 3,2
Megabactérias associadas a coccidiose 1 3,2
Coccidiose associado a nematóides gástricos 2 6,4
Fungos 1 3,2
Outros (pneumonia, hepatite, etc.) 11 35,5
TOTAL 31 100

Tabela 1: Resultado das necropsias realizadas

As aves doadas para estudo num total de 13 mostravam várias patologias associadas ao sintoma do “peito seco”, como mostra a tabela 2.

DIAGNÓSTICO IN VIVO QUANTIDADE DE AVES ACOMETIDAS PORCENTAGEM (%)
Megabactérias 3 23,1
Coccidiose 3 23,1
Megabactérias associadas a coccidiose 5 38,5
Coccidiose associado a nematóides gástricos 1 15,4
TOTAL 13 100

Tabela 2: Achados diagnósticos das aves encaminhadas vivas com sintomas de “peito seco”

A partir dos dados apresentados acima é possível concluir que nem sempre o animal que apresenta um sintoma de “peito seco”, sofre de uma única patologia, sendo indispensável o diagnóstico correto para optar pelo tratamento mais adequado. Tanto nas aves vivas como nas mortas foi diagnosticado parasitismo por nematóides gástricos (Acuaria sp.) adultos (figura 1) e os respectivos ovos (figura 2), coccidiose (figura 3) e megabacteriose (figura 4). As vezes trata-se de diagnóstico isolado, as vezes são duas patologias simultâneas, que estão afetando a saúde do animal.

Figura 1: Visualização da moela de canário (aspecto macroscópico) contendo inúmeros exemplares denematóides adultos (Acuaria sp.)

Figura 2: Fotomicrografia de ovos de nematóides (Acuaria sp.) observados no exame de fezes de canários. Microscópio.

Figura 3: Fotomicrografia de oocistos esporulados de coccídeos encontrados nas fezes e no raspado da mucosa intestinal.

Figura 4: Fotomicrografia de esfregaço de fezes contendo megabactérias (aspecto de bastonetes)

Para poder pesquisar diversas doenças, suas lesões e os tratamentos mais adequados e eficazes é indispensável ter o apoio dos criadores, que doam/disponibilizam animais doentes, tanto vivos como mortos.

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