About Me
- Nelson
- Sou um apaixonado por estes seres, costumo ate dizer,que são os meus bebes...Mas a paixão comecou por causa do meu pai,quando eu era mais novo levou-me a uma exposicão de pássaros e foi ai que conheci os Glosters de tantos pássaros que estavam lá eu só tive olhos para eles...O meu Pai nessa altura comprou uns passarinhos outros um amigo nosso que se chama Celso nos ofereceu e foi assim que comecei a criar...Em 2001 desisti por motivos pessoais mas a paixão e tanta que depois de 9 anos sem criar tive de voltar...e aqui estou eu comecei o ano passado e estou super contente,com os meus bebes...Espero que gostem do blog...
Para que servem as Vtaminas ...
Aspectos Nutricionais das Sementes
Luz Calor e Humidade
As Vitaminas e sua Importância
AS VITAMINAS E SUA IMPORTÂNCIA
Nesse trabalho, procuramos proporcionar aos criadores de canários algumas informações básicas sobre as vitaminas e o papel por elas desempenhado no organismo animal.
As vitaminas são consideradas como elementos essenciais à saúde dos animais e ao adequado funcionamento de seus organismos. As vitaminas diferem entre si quanto à sua estrutura química, sendo da mesma forma diversas suas funções.
Síntese no Organismo.
Existem vitaminas cuja síntese se processa no próprio organismo animal, quer em tecidos, quer por intermédio de bactérias que vivem no tubo digestivo.
Em outras palavras, o organismo elabora tais vitaminas, utilizando-se de substâncias que ingere com os alimentos.
A Vitamina A pode ser fabricada pelo próprio organismo à partir da substância denominada caroteno ou pró-vitamina A.
Sem a presença do caroteno não há possibilidade de se abastecerem de vitaminas A.
Problemas Carênciais.
As carências vitamínicas podem ser manifestar sob diversas formas; sabe-se, por exemplo, que o raquitismo está associado a uma deficiência de vitamina D.
Há também as chamadas hipovitaminoses latentes, em que, sob condições normais, não se notam sinais de insuficiência vitamínica, os quais, porém, aparecem caso o pássaro venha a sofrer algum Stress repentino.
Vitamina A.
Assumindo destacada importância, a vitamina A é requerida notadamente para o crescimento, para a reprodução e para a manutenção da própria vida.
Tem esta vitamina como uma de suas principais funções manter sadias as membranas do organismo, a fim de que estas apresentem resistências aos ataques de agentes infecciosos.
A vitamina A é chamada vitamina do crescimento como também vitamina antiinfecciosa.
A deficiência de Vitamina A determina sérios transtornos, em especial enfermidades do aparelho digestivo.
Cabe frisar quer tanto o caroteno como a vitamina A, são rapidamente destruídos pela oxidação. Os pássaros têm a capacidade de armazenar a vitamina A em seus tecidos, principalmente no fígado; entretanto, tais reservas se esgotam rapidamente se o pássaros deixarem de receber continuamente um nível adequado da referida vitamina ou caroteno em suas rações diárias.
Todavia, para suprir a carência desta vitamina deve-se fornecer um suplemento vitamínico mineral na farinhada misturada com ovos.
Especificamente em pássaros, a avitaminose A determina entre outros problemas: diminuição na velocidade de crescimento, empenamento defeituoso, alterações do sistema nervoso e má formação óssea.
Vitamina D.
O cálcio, o fósforo e a vitamina D estão intimamente relacionados no metabolismo, sendo que esta última contribui para a absorção e para a deposição dos primeiro que são elementos minerais.
A vitamina D não substitui nem o cálcio e nem o fósforo, porém ambos não podem ser efetivados na falta da referida vitamina, recebendo a denominação de anti-raquítica. A deficiência de vitamina D, da mesma forma que as carências de cálcio e fósforo determina distúrbios ósseos e o aparecimento do raquitismo.
Os pássaros exigem maiores proporções que outro ser animal.
Há dois tipos de vitamina D: a D2 e a D3 (ambas possuem o mesmo valor).
Vitamina B1 (tiamina).
Mostra-se presente em quase todos os tecidos vivos, desempenhando papel de destaque no metabolismo dos hidratos de carbono. Sendo indispensável a todos os animais, ela é encontrada em grãos de cereais (não beneficiados) e nas folhas verdes. Os principais sintomas de carências de vitamina B1 arrolam-se: diminuição e perda de apetite, crescimento retardado, perda de peso, debilidade geral, diarréia, lesões no sistema nervoso, circulatório e morte.
A prevenção baseia-se na utilização de complexos vitamínico-minerais.
Vitamina B2 (riboflavina).
É de especial importância para aves.
É necessária para o crescimento e para uma correta nutrição em todas as idades.
São sintomas de carência desta vitamina: perturbações digestivas, alterações nervosas, distúrbios de crescimento, diarréia, rigidez dos membros, erupções cutâneas e fraqueza geral. O uso de suplementos vitamínico-minerais misturados a farinhada de ovos, impede a manifestação de avitaminose.
Vitamina B6 (piridoxina).
Tanto os alimentos de origem animal como os de origem vegetal são ricos nesta vitamina.
A vitamina B6 é necessária para a constituição de diversas enzimas que respondem pelo metabolismo dos aminoácidos. Para evitar a sua carência deve-se utilizar suplementos vitamínico-minerais na farinhada de ovos.
Vitamina B12.
Indispensável à maioria dos animais, está relacionada com a síntese do ácido nucléico, dos grupos metila, metabolismo dos carboidratos e gorduras.
Sua deficiência acarreta desenvolvimento retardado, e anemias notadamente em aves.
Ácido Nicotínico.
Responsável por distúrbios digestivos, diarréicos, perda de apetite, crescimento retardado.
Esta vitamina é fundamental a todos os animais, é essencial ao metabolismo animal, é indispensável para aves.
Ácido Pantatênico.
Esta vitamina é particularmente importante para aves, nas quais sua carência pode determinar distúrbios de locomoção, atraso no crescimento e falta de apetite.
Ácido Fólico.
É básico para o metabolismo do ácido nucléico e para a formação das núcleo-proteínas na multiplicação celular. Os sinais de carência são representados por diminuição no crescimento, perda de apetite, alterações no sistema nervoso, no aparelho digestivo e no parelho reprodutor.
Colina.
É um componente de lecitina, a qual exerce funções de suma importância no metabolismo. Elaborada nos tecidos da maioria dos animais, sua formação a que tudo indica, parece depender de quantidade de outras vitaminas, notadamente a vitamina B12.
Biotina.
Existentes em quantidade satisfatórias nos alimentos comuns a carência origina sintomas como perda de apetite, crescimento retardado (principalmente em aves) diminuição de eclosão.
A biotina ao lado do Manganês e da Colina, é necessária para prevenir a porose.
Vitamina E.
Integrante de uma grande gama de processos biológicos e participando em muitas reações fisiológicas e químicas.
A vitamina E é reconhecida como importante antioxidante biológico com atuação em vários processos metabólicos resguardando lípidos e substâncias afins contra a auto oxidação.
Sua carência afeta diversos tecidos e órgãos como a musculatura lisa e a estreita, o tecido conjuntivo, o tecido adiposo dos órgãos reprodutores, o fígado, os rins, certas glândulas e os vasos sangüíneos.
De todos estes transtornos os mais comuns e principais são os da degeneração dos músculos do esqueleto e do coração.
A vitamina E assume fundamental destaque na incubação, na eclosão de ovos e na fertilidade.
Vitamina K.
Esta vitamina é importante para aves e é também conhecida como anti-hemorrágica; é responsável pela coagulação do sangue.
Sua carência acarreta em difícil coagulação do sangue, anemias e hemorragias no tecido subcutâneo.
Vitamina C (Ácido Ascórbico).
Esta vitamina é elaborada pelos tecidos do corpo, não sendo necessária sua suplementação.
Artigo redigido por Renato Pilibbossian.
Os Sais Minerais e sua Importância
OS SAIS MINERAIS E SUA IMPORTÂNCIA
Na alimentação das aves os minerais são elementos de primordial importância, colocando-se na mesma categoria que as vitaminas.
São inúmeras as funções dos elementos minerais no organismo animal e sua importância pode ser avaliada pelo fato de que a carência de um único elemento pode ocasionar a morte das aves, em espaço de tempo maior ou menor, quando as reservas do seu organismo estiverem esgotadas.
A nutrição normal da ave requer os seguintes componentes minerais: cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, magnésio, ferro cobre, manganês, iodo, zinco, silício e cobalto.
Praticamente todos os minerais são eliminados pela urina ou pelas fezes, portanto é necessária uma reposição constante.
Deve-se evitar o uso excessivo de compostos minerais nas misturas, bem como o uso indiscriminado, que pode tornar as misturas menos palatáveis, mais laxativas, menos assimiláveis e diminuir seu valor energético ao ocupar o lugar de outro nutriente valioso.
Não se deve colocar na ração um teor muito elevado de ferro, cobalto, manganês ou até de cálcio. Sabendo-se de antemão que este excesso não será aproveitado e que a ração não será melhorada, é recomendável colocar nas rações uma quantidade menor do que as necessidades normais.
Cálcio e fósforo.
O cálcio e o fósforo são considerados em conjunto, pois estão estreitamente relacionados no metabolismo, principalmente na formação dos ossos.
Nas aves em crescimento a maior parte de cálcio é utilizada na formação óssea, enquanto nas aves adultas é empregado na casca do ovo.
O cálcio é essencial ainda para o mecanismo da coagulação do sangue, para a manutenção do equilíbrio ácido-básico, para os batimentos cardíacos, junto com o sódio e o potássio. Além do papel que desempenha na formação óssea, o fósforo tem importantes funções no metabolismo de hidratos de carbono e das gorduras e entra nos componentes de todas as células vivas. Com freqüência e cálcio e o fósforo são associados à vitamina D porque esta auxilia a assimilação e a fixação destes dois minerais.
Para que o cálcio e o fósforo sejam bem assimilados é necessário que suas proporções apresentem uma certa relação. Para aves a quantidade de cálcio deve ser um pouco mais alta do que a do fósforo.
Potássio.
O potássio é um mineral essencial como constituinte normal da célula animal, particularmente dos músculos.
A sua falta ocasiona lesões cardíacas e renais. Ao lado do cálcio e do manganês, o potássio auxilia a manutenção do equilíbrio ácido-básico do organismo.
Enxofre.
O enxofre é um componente de dois aminoácidos: cistina e metionina e também de duas vitaminas: tiamina e biotina. Seu uso não sendo bem dosado promove o aparecimento de um tipo de raquitismo.
Sódio e Cloro.
O sal comum ou cloreto de sódio não á apenas um condimento que estimula o apetite e as secreções é também um nutriente necessário a quase todos os tecidos. Tem por função regular a passagem dos alimentos de uma célula a outra e manter o equilíbrio ácido-básico e metabolismo da água.
O cloro é encontrado no sangue e em outros tecidos, sendo armazenado na pele e nos tecidos subcutâneos. Desempenha importante papel nos processos digestivos, pois a partir do cloro que o ácido clorídrico do suco gástrico é elaborado.
O sódio representa 93% das bases do sangue. Sua falta diminui o apetite além de reduzir o aproveitamento da energia e da proteína da alimentação. Favorece o aparecimento do canibalismo.
O cloro tem um papel antagônico ao do potássio e por isso ambos devem estar presentes em quantidades bem equilibradas.
Magnésio.
Sua função é muito importante, pois é elemento constituinte das células do corpo, mais precisamente das células ósseas. Uma quantidade excessiva de magnésio pode interferir na absorção de cálcio determinando o aparecimento de sintomas de deficiência (raquitismo e ovos de casca fina).
Recomenda-se por este motivo o uso de calcário (casca de ovo misturado com areia).
Ferro.
Também é um mineral dos mais importantes. Juntamente com o cobalto e o cobre participa da formação da hemoglobina do sangue. Armazena-se principalmente no fígado. Sua carência produz anemia.
Praticamente todos os suplementos contêm ferro, contudo estes teores podem ser insuficientes, tornando necessário a sua adição sob forma de sulfato ou carbonato de ferro.
Cobre.
O cobre acompanha o ferro, pois a assimilação deste depende da presença de uma pequena quantidade de cobre.
Como cobre também participa da composição da hemoglobina, favorece a incorporação do ferro. A carência de cobre provoca anemia.
Manganês.
A função do manganês no organismo está estreitamente relacionada com o metabolismo do cálcio e do fósforo sendo, portanto muito importante sua intervenção no processo de ossidificação.
O uso do manganês bem balanceado favorece os embriões, tornando-os fortes e com condições suficientes para saírem do ovo com facilidade.
É necessário acrescentar manganês à ração, o que é feito pela adição de carbonato ou óxido de manganês.
Iodo.
Iodo é necessário para o funcionamento normal de uma importante glândula de secreção interna, a tiróide.
Suas secreções afetam o metabolismo, intensificando-o ou reduzindo-o, o que influencia o crescimento. Além disso, o hormônio tireoidiano atua diretamente sobre o ovário e o testículo.
Zinco.
O zinco faz parte de uma enzima respiratória existente nos glóbulos vermelhos.
Silício.
O silício é um componente das penas das aves, dando-lhes a necessária rigidez.
Cobalto.
O cobalto é outro elemento importante na formação da hemoglobina. O cobalto participa ainda na formação da vitamina B12. Admite-se que nos intestinos das aves haja uma síntese de vitamina B12.
Podemos verificar que as necessidades que as aves tem de elementos minerais são bastante complexas. Existe uma série de relações estreitas entre vários elementos que dependem uns dos outros, ou seja, a necessidade de um elemento depende, em grande parte, do nível de outros elementos.
Baseando-se no que foi exposto sobre vitaminas e sais minerais na alimentação para canários, sentimo-nos com o desejo de fornecer uma alimentação que se aproxima das exigências por nós pretendidas.
Alimentação de Sementes.
- 800 gramas de alpiste.
- 100 gramas de aveia.
- 100 gramas de colza.
- As demais sementes achamos desnecessárias.
Farinhada.
- 1 kg de farinha de rosca (grossa).
- 1 Kg de milharina (milho pré-cozido).
- 2 colheres de sopa de casca de ovo (triturada).
- 2 colheres de sopa de erva dose (grãos).
- 2 colheres de sopa de Gevral (sabor baunilha).
- 2 colheres de sopa de Dextrosol (açúcar de milho).
- 2 colheres de chá de acetil metionina DL.
- 2 colheres de chá de citrato de colina.
- 2 colheres de chá de sal decozinha.
- 200 gramas de niger.
Óleos. (devem ser misturados).
100ml de óleo de fígado de bacalhau ou 170ml de Emulsão de Scott.
10ml de vitamina E pura (óleo).
10ml de aderogil (vitamina D + A).
Obs.- Usando Emulsão de Scott, o Aderogil deve ser eliminado.
Como usar a farinhada com a mistura de óleos.
- 3 colheres de sobremesa de farinhada para cada ovo cozido (clara + gema).
- 1 colher de café de óleos para cada 10 canários.
- Verdura (escarola) 3 vezes por semana (na criação, diariamente).
Artigo escrito por Renato Polibbossian
Coccidiose
Coccidiose
A coccidiose, direta ou indiretamente, é responsável por mais da metade dos problemas de saúde das aves de gaiola. Causada por protozoários, parasitas do epitélio intestinal. Os gêneros de interesse para a avicultura são Eimeria e Isospora sendo que o segundo tem nos pássaros seu hospedeiro. Daí poder-mos nos referir à doença no como Isosporose. Esses coccidas são muito bem sucedidos, por terem desenvolvido um ciclo reprodutivo assexuado, no interior das células e sexuado fora delas, produzindo oocitos extremamente resistentes, que são eliminados com as fezes e completam seu desenvolvimento, com a esporulação, fora do hospedeiro.
Os oocitos possuem uma camada externa impenetrável para os desinfetantes empregados nos criatórios (imune a Iodo, Ácido Cresílico, Hipoclorito de Sódio, Formalina, Sulfato de Cobre, Ácido Sulfúrico, Diclorado de Potássio, Formaldeído e muitos outros, nas concentrações comercias). Quando ingeridos pelo hospedeiro, o aparelho digestivo se encarrega de corroer a membrana dos oócitos liberando os esporozóitos que penetram nas células do intestino, dando inicio a reprodução assexuada e multiplicando-se até romper-lhe a membrana, migrando para outras células. Assim por algumas gerações, até se tornarem seres sexuados, que, fora do ambiente intracelular, produzirão novos oócitos imaturos, que serão eliminados com as fezes.
Os meios de contaminação são sempre mecânicos. Os oócitos são transportados no manuseio do material, levados para outros locais ligados ao vestuário das pessoas, principalmente calçados.
Também podem ser levados pelo vento, em partículas secas de dejetos contaminados. Podem permanecer ativos em um ambiente por muitos meses em condições ideais de temperatura e umidade.
Quase todos os pássaros são infestados por coccidas. As defesas do organismo mantêm o controle da infestação em um nível aceitável. É praticamente impossível erradicar as coccidas de um criatório.
E também seria indesejável exterminar totalmente as isosporas do plantel. Sem contato com as isosporas, as defesas do organismo dos nossos pássaros não seriam estimuladas, e uma ingestão de oócitos, por um organismo despreparado, poderia ser fatal.
Embora não seja transplacentária, isto é, não é transmitida da mãe para o filhote, através do ovo, o filhote é contaminado por oócitos presentes no ninho, eliminados pela fêmea, nos primeiros dias de vida. Os próprios ovos já apresentam oócitos na parte exterior das suas casas. Daí, ser essa uma fase crítica da criação. Nos primeiros dias de vida, o filhote é contaminado. Sem defesas orgânicas preparadas para enfrentar as coccidas pode facilmente perecer.
Não há um único medicamento que mate todos os coccidas e permita que o pássaro continue vivo.
A vacinação seria ótima solução. As vacinas, no entanto, são de alto custo de produção, e, como os coccidas (mais de 600 espécies) são hospedeiro-específicos, a produção de vacinas deve ser própria para cada espécie de hospedeiro. Usar em pássaros, vacina contra coccidiose aviária fabricada para emprego em frangos de corte é um procedimento inócuo.
Nos resta manter a infestação dos nossos pássaros sob controle. A quantidade de 1 ou 2 oócitos por gramo de fezes é considerada adequada. Um pássaro nessa condição de infestação se mantém saudável, em absoluto equilíbrio sanitário. A coccidiose está presente, no entanto, assintomática.
Essa é a realidade de quase todos os pássaros de gaiola.
Qualquer fator que comprometa as defesas orgânicas de um pássaro poderá leva-lo à manifestação de um quadro agudo de isosporose. Daí a grande possibilidade de avaliação incorreta do problema de saúde que acomete o pássaro. Um pássaro que foi submetido a uma corrente de ar frio poderá terminar por apresentar um quadro de isospose. O criador inexperiente dificilmente associaria uma coisa à outra, pensando apenas em um possível problema no aparelho repiratório. A presença do veterinário e o exame de fezes são fundamentais nessa hora.
As paredes do intestino, danificadas por um quadro agudo de coccidiose, formam ambiente adequado ao desenvolvimento de outras bactérias, causando infecções secundárias que poderão exigir atibioticoterapia específica.
Corte de intestino corado em roxo H. E. e aumentado 400 vezes
mostra os aglomerados de bactérias oportunistas em infecções secundárias.
Em pássaros adultos é mais comum a ocorrência de casos de isosporose na época da muda de penas, quando os pássaros estão mais debilitados. Passaros estressados por viagens e participações em torneios estão mais suscetíveis de apresentar a doença.
A falta de higiene com poleiros e comedouros, e de grade impedindo que o pássaros tenham contato com as próprias fezes, permitem que ele ingira oócitos que foram produzidos em seu próprio intestino. Para cada oócito ingerido, milhares de células serão comprometidas e a multiplicação das coccidas aumentará em progressão geométrica.
A Prevenção
A prevensão de casos de coccidiose no plantel é reforça pela higiene adequada.
Uma dieta equilibrada, suplementada de forma adequada por vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais, e, enriquecida com simbióticos (exclusão competitiva dos organismos potencialmente patológicos na microbiota intestestinal) se constitui em poderosa arma para prevenção da coccidiose.
O emprego sistemático de medicamentos coccidiostáticos, principalmente em doses sub-clinicas, copiado da avicultura de produção, nos leva a correr o risco de tornarmos os coccidas resistentes aos princípios ativos empregados, exigindo super-dosagens e novos medicamentos para o seu controle.
Muitos criadores manejam seus planteis com tratamentos preventivos ministrados em determinadas épocas do ano, principalmente início da muda e início da temporada de reprodução.
Tantos outros ministram coccidiostáticos, do penúltimo dia de choco (para que a fêmea elimine menos oócitos no início da vida do filhote) até o 10° dia de vida dos filhotes.
Diagnóstico
O diagnóstico preciso é obtido pelo exame das fezes do pássaro. Preferencialmente, as fezes devem ser colhidas em diferentes horários e dias. Os oócitos não são eliminados, necessariamente a cada vez que o pássaro defeca. Um pássaro poderá estar com um nível de infestação significativo e não ter oócitos identificados em determinada amostra de material colhido.
O pássaro acometido de coccidiose ou isosporose, apresenta-se indisposto, embolado. Permanece mais tempo que normal junto ao comedouro e ao bebedouro. Isso por estar com a absorção de nutrientes comprometida pelo dano causado pelos coccidas às células do intestino. É comum que o desconforto, causado pela dor, leve o pássaro a jogar muitas sementes para fora do comedouro, a descascar quebrar e derrubar sementes no comedouro. Em estágios mais avançados poderá ocorrer a conhecida diarréia branca. Que não é uma diarréia. Com a falta de nutrientes absorvidos da alimentação, o organismo ataca as reservas existentes nos tecidos adiposo e muscular, liberando uratos nas fezes, tornando-as esbranquiçadas. Daí a perda de massa muscular que destacará o osso do peito em forma de facão, conhecida vulgarmente por peito seco.
Devemos ficar atentos para outros problemas que levam às fezes demasiadamente brancas. Deficiência no equilíbrio da dieta, problemas com o bico, língua, e muitos outros. Ao identificarmos fezes brancas devemos observar para diferenciar se o pássaro está comendo muito e não está aproveitando os nutrientes, se não está comendo ou se esta consumindo uma dieta desequilibrada.
Poderá haver diarréia, normalmente com presença de sangue. Nesses casos o pássaro se desidrata rapidamente e morre.
O ventre poderá se apresentar com volume aumentado, como em pássaros acometidos de obesidade.
Um pássaro forte, com as defesas orgânicas em boas condições, poderá apresentar apenas uma significativa queda de desempenho, ficar embolado por alguns momentos e animar-se com a aproximação do tratador, voltando a se movimentar normalmente. Essa situação poderá perdurar por muito tempo até que ele entre na fase crítica da doença.
É preciso estar-mos atentos para o fato de que outra doença poderá acometer o pássaro, comprometer suas defesas e reservas e facilitar o desenvolvimento das coccidas. Também um quadro de coccidiose poderá danificar muitas células do intestino, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de outras bactérias, causadoras de infecções secundárias. Ainda há outras doenças apresentam sintomas semelhantes. Tudo isso dificulta o diagnóstico sem o resultado de exames dos dejetos.
Exames de rotina no plantel e os tratamentos preventivos que se fizerem necessários contribuirão muito com a condição sua condição sanitária.
Tratamento
Não existe remédio milagroso. As coccidas estão se tornando cada vez mais resistentes aos produtos de uso mais comum.
Os medicamentos podem ser coccidicídas, quando se destinam a matar as coccidas, ou coccidiostáticos, quando interferem no seu ciclo reprodutivo, reduzindo a produção de oócitos.
Nenhum deles acabará com todos as coccidas. Os coccidicidas costumam ser mais agressivos ao organismo do pássaro tratado.
O tratamento a base de sulfas, que atuam na fase da reprodução sexuada das coccidas, conforme a dosagem e a duração, poderá causar azoospermia, com a esterilização temporária ou permanente dos galadores. A sulfametazina apresenta a vantagem de ser indicada, também contra a mycoplasmose e a salmonelose, ampliando o espectro na indicação do tratamento.
A tetraciclina já foi muito usada, mas pela continuidade do seu emprego teve sua eficiência comprometida pela progressiva resistência das coccidas e de outras bactérias, exigindo dosagens cada vez mais fortes.
O Amprolbase, produzido pela Farmabase, mostra-se eficiente como preventivo, não apresentando bom resultado na medicação de pássaros com quadro agudo de coccidiose.
Juntamente com o cocciostático deve ser ministrado um complexo vitamínico com vitamina A, que irá ajudar na reparação do intestino atingido, com vitamina K para minimizar possíveis hemorragias, com vitamina C que apresenta propriedades anti-infecciosas e apóia o restabelecimento das defesas orgânicas e vitaminas do grupo B, especialmente as vitaminas B2 e B12, que revigoram o organismo debilitado. No caso de tratamento com sulfas, vitaminas do grupo B devem ser evitadas por antagonizarem a ação das mesmas. Em casos agudos da doença um soro re-hidratante acrescido de energético (açúcar de uva ou dextrosol) é fundamental para devolver ao pássaro as condições mínimas necessárias para volte a se alimentar.
Alguns criadores afirmam usar com sucesso o Clavulim 250, de uso humano, mas é uma iniciativa empírica, desamparada de estudo científico comprobatório.
É prática usual da maioria dos criadores empregar um cocciodiostático sempre que um pássaro da sinais de não estar bem de saúde. Não é um procedimento desprovido de fundamento, pois para a maioria dos criadores é difícil dispor de acesso aos necessários exames de fezes, diagnóstico e prescrição veterinária em tempo hábil para a recuperação do pássaro.
Considerando que a presença de coccidas no organismo do pássaro é, no mínimo, muito provável, minimizar o nível da infestação no pássaro doente, mesmo que a causa da doença seja outra, é extremamente desejável.
Um pássaro que arrepiou a plumagem (embolou) e demonstrou apatia deve receber um cocciostático imediatamente. Se o seu problema de saúde estiver restrito à coccidiose é de se esperar que, no máximo no terceiro dia de tratamento, apresente significativa melhora. Mesmo em caso de aparente recuperação o tratamento não deve ser inferior a 10 dias.
Megabacteriose
Megabacteriose
Normalmente chamada de Megabacteria, mais por sua de dimensão física, já que é visível em sua forma de bastões a partir de aumento de 100 vezes, do que por sua patogeneidade, a Macrorhabdus ornithogaster, está cada vez mais presente na avicultura de gaiola. É capaz de causar uma reação inflamatória na mucosa gástrica logo abaixo da camada do ventrículo. Essa megabactéria foi descoberta nos Estados Unidos, na década de 80, vindo a ser, no ano de 2005, classificada, identificada e tipificada como um fungo.
Suspeita-se que possa fazer parte da flora gastrointestinal normal dos pássaros, manifestando-se a doença nos imunossuprimidos.
Imagem microscópica de lâmina corada pelo método de Gram
Típica da estrutiocultura (criação de avestruzes) sua manifestação clínica é caracterizada por emagrecimento progressivo, prostração, perda do apetite, caquexia e morte. Na manifestação crônica, os pássaros podem sobreviver por meses, apresentando, inclusive, períodos de aparente melhora. Nas criações domésticas de canários, periquitos e outros pássaros, especialmente em planteis endo e/ou ectoparasitados temos encontrado sua manifestação mais aguda, com significativa mortandade.
No quadro clínico agudo a comida é regurgitada levando a uma visível sujeira no bico. Alguns pássaros comportam-se estirando o pescoço, abrindo e fechando o bico repetidamente, como se estivessem beliscando o ar. Pode ser detectada a presença de sangue ou de alimentos não digeridos nas fezes. Há relatos de pássaros que apresentaram sinais nervosos.
A morte ocorre por paralisia gástrica.
O diagnóstico veterinário deve ser confirmado por exame de fezes, ou, com muito mais confiabilidade, por esfregaços (imprints), a partir do lado interno do ventrículo, em pássaros necropsiados. Também pode ser efetuado o exame dos raspados do conteúdo intestinal. A avaliação microscópica das paredes internas do ventrículo e pro-ventrículo permite a observação de ulcerações.
Imagem microscópica da parede interna do ventrículo
A contaminação dá-se principalmente pelo contato com fezes e utensílios. Pássaros tratados e curados são predispostos a novas infestações. É transmitida dos pais para os filhotes. Viagens e torneios são oportunidades para a contaminação. A introdução de pássaros portadores nos planteis tem sido apontada como a principal causa de megabacteriose.
Devido à sua natureza fúngica, praticamente não há resposta a antibioticoterapia.
A Vetafarm australiana, produz um medicamento chamado Megabac-S à base de anfotericina B (2%) específico para a doença.
Alguns criadores têm obtido bons rezultados com a Nistatina e com o Cetoconazol.
A acidificação da água de bebida é coadjuvante do tratamento, pois a M. Ornithogaster somente se desenvolve em meio alcalino.
RESULTADO DE BIÓPSIA EM PASSARO ACOMETIDO DE MEGABACTERIOSE
MICROSCOPIA
Coração: dentro dos limites da normalidade.
Pulmão: dentro dos limites da normalidade.
Fígado: discreta degeneração vacuolar difusa.
Baço: depleção linfóide moderada associada a intensa histiocitose.
Pâncreas: dentro dos limites da normalidade.
Rim: dentro dos limites da normalidade. Parcialmente autolisado.
Intestino delgado: criptas não preservadas, enterócitos de revestimento descamados e em autólise, congestão da lâmina própria e aumento moderado de infiltrado plasmocitário. Presença de discreta quantidade de estruturas compatíveis com megabactéria associada a pequenos focos de estruturas compatíveis com cocos. Moderada enterite plasmocítica (bacteriana e fúngica).
Proventrículo: severa quantidade de estruturas compatíveis com megabactéria ulcerando mucosa, associadas a intenso infiltrado inflamatório predominantemente heterofílico. Pequenos focos de estruturas compatíveis com cocos. Proventriculite ulcerativa fúngica severa.
Ventrículo: severa quantidade de estruturas compatíveis com megabactéria ulcerando cápsula e mucosa do órgão, associadas a intenso infiltrado inflamatório predominantemente heterofílico. Ventriculite ulcerativa fúngica severa.
COMENTÁRIOS
Os achados microscópicos são compatíveis com um quadro severo de megabacteriose em proventrículo e ventrículte.. A megabacteriose é causada por uma levedura denominada Macrorhabdus ornithogaster, que coloniza proventrículo e ventrículo. A megabactéria coloniza as porções inferiores do proventrículo e glândulas superficiais, causando uma hipersecreção das glândulas mucosas e espessamento da parede do ventrículo, associada a pequenas hemorragias. O microrganismo é anaeróbico facultativo e cresce bem em Agar sangue. Na maioria dos casos, trata-se de uma infecção oportunista que acomete principalmente animais imunossuprimidos. O tratamento e prevenção consistem da acidificação da água de beber, fornecimento de alimentos com alta digestibilidade, suporte nutricional com vitaminas e terapia com anfotericina B ou nistatina.
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